MAPEAMENTO EPIDEMIOLÓGICO: POR QUE É IMPORTANTE E COMO FAZÊ-LO

Atualizado: Abr 15

Uma ferramenta antiga e que seu uso tem crescido de forma importante nos últimos anos.

O mapeamento de doenças teve início há muito tempo, no século XIX, mais precisamente no ano de 1854, com o médico inglês John Snow, o qual foi considerado o pai da epidemiologia moderna, por conseguir mapear à mão os casos de cólera em Londres, na Inglaterra.


John desconfiava que a cólera era causada pelo consumo de água contaminada por matérias fecais, e estamos falando de uma Inglaterra pós-Revolução Industrial, onde as cidades possuíam condições sanitárias muito precárias, devido ao amontoado de pessoas, desigualdade social, cidades sem planejamento e sem tratamento de água e esgoto.


John Snow provou sua teoria mapeando os casos de cólera, mapeando as zonas com água contaminada por fezes e realizando um cruzamento de dados, chegando à conclusão de que, de fato, os casos da doença se agrupavam onde a água estava contaminada. Com os seus resultados, o médico recomendou que fosse fechado um poço, o poço central da epidemia, onde havia maior número de pessoas, no seu entorno, contaminadas pela cólera. Com o fechamento do poço, observou-se uma redução nos casos de pessoas doentes.


É importante lembrar que todo esse mapeamento foi feito sem tecnologia alguma. John cartografou seus objetos de estudos em papel, provavelmente utilizou várias cartas, interpretando esses dados e dando as suas soluções. Atualmente, existem programas de mapeamento capazes de realizar automaticamente, em computador, o cruzamento de várias bases, gerando um só mapa, com informações passíveis de serem analisadas.

Dessa forma, qual é então o objetivo e a importância do mapeamento epidemiológico? Esse tipo de mapeamento permite avaliar e relacionar questões ligadas ao meio ambiente, à socioeconomia e à dinâmica, o comportamento das doenças. Assim, o mapeamento epidemiológico:


1 – busca as causas dos problemas;

2 – localiza esses problemas no espaço geográfico;

3 – delimita as áreas de risco à saúde;

4 – aponta soluções.


E vale ressaltar que um mapa deve ser utilizado como ferramenta visual planificada dos problemas e não deve ser somente apresentado. As suas informações devem auxiliar nas tomadas de decisões.


E como fazer um mapa epidemiológico?

Para realizar um mapeamento epidemiológico você precisa:


  • Ter um problema que afeta a saúde pública, exemplo: dengue, Coronavírus e identificar suas causas;

  • Tabular os dados relacionados ao problema, com suas devidas coordenadas geográficas, ou endereços, afinal um mapa de epidemias é um mapa quantitativo, que demonstra números, e responde à pergunta: “quanto?”. Dados de epidemias podem ser coletados em órgãos públicos como Secretarias de Saúde;

  • Obter a base do seu espaço geográfico em formato shp, ou seja, do bairro, cidade, Estado. De onde você está mapeamento. Essas bases também podem ser obtidas em órgãos públicos como Prefeituras, IBGE;

  • Fazer uma junção entre as tabelas de dados coletados e da sua base cartográfica, criando pontos a partir da Geolocalização e/ou da Geocodificação de endereços e realizar análises espaciais;

  • Interpretar seu mapa e apontar as suas soluções.


Os programas para mapeamentos são diversos, desde os gratuitos como o QGIS, aos pagos como o ArcGIS.



Se você não sabe trabalhar com Geoprocessamento, clique aqui e baixe nosso E-book gratuito, um tutorial completo para iniciantes. Em breve traremos o tutorial de como realizar um mapeamento epidemiológico na prática. Continue nos acompanhando, se inscreva em nosso site e não perca as novidades!


Escrito por: Fernanda Borges (currículo Lattes).

©2020 by Guará Consultoria. Proudly created with Wix.com  Todos os direitos reservados

Guará Consultoria

CNPJ: 32.544.171/0001-78

Endereço: Rua João Flores, 230, São Jorge, Uberlândia/MG, CEP: 38410-473

Data estimada de entrega de produtos: de 3 a 11 dias úteis