MAPEAMENTO EPIDEMIOLÓGICO: POR QUE É IMPORTANTE E COMO FAZÊ-LO

Atualizado: 15 de Abr de 2020

Uma ferramenta antiga e que seu uso tem crescido de forma importante nos últimos anos.

O mapeamento de doenças teve início há muito tempo, no século XIX, mais precisamente no ano de 1854, com o médico inglês John Snow, o qual foi considerado o pai da epidemiologia moderna, por conseguir mapear à mão os casos de cólera em Londres, na Inglaterra.


John desconfiava que a cólera era causada pelo consumo de água contaminada por matérias fecais, e estamos falando de uma Inglaterra pós-Revolução Industrial, onde as cidades possuíam condições sanitárias muito precárias, devido ao amontoado de pessoas, desigualdade social, cidades sem planejamento e sem tratamento de água e esgoto.


John Snow provou sua teoria mapeando os casos de cólera, mapeando as zonas com água contaminada por fezes e realizando um cruzamento de dados, chegando à conclusão de que, de fato, os casos da doença se agrupavam onde a água estava contaminada. Com os seus resultados, o médico recomendou que fosse fechado um poço, o poço central da epidemia, onde havia maior número de pessoas, no seu entorno, contaminadas pela cólera. Com o fechamento do poço, observou-se uma redução nos casos de pessoas doentes.


É importante lembrar que todo esse mapeamento foi feito sem tecnologia alguma. John cartografou seus objetos de estudos em papel, provavelmente utilizou várias cartas, interpretando esses dados e dando as suas soluções. Atualmente, existem programas de mapeamento capazes de realizar automaticamente, em computador, o cruzamento de várias bases, gerando um só mapa, com informações passíveis de serem analisadas.